um breve relato sobre a
minha paixão por contos de fadas
Acredito que todas as histórias se entrelaçam... que o chamado mundo do “era uma vez” é só mais um entre tantas interfaces que podemos acessar de vez em quando... e que quanto mais sabemos sobre essas histórias, mais encantadoras se tornam.
Acredito que todas as histórias se entrelaçam... que o chamado mundo do “era uma vez” é só mais um entre tantas interfaces que podemos acessar de vez em quando... e que quanto mais sabemos sobre essas histórias, mais encantadoras se tornam.
Já
na primeira infância, eu voava em vassouras, habitava castelos mágicos,
percorria florestas e ouvia a música das fadas... O patinho feio, A galinha Ruiva, João e Maria, Chapeuzinho Vermelho,
João e o pé de Feijão, o Pequeno Polegar... bastavam aquelas três palavras
mágicas...
Depois
veio a coleção Disquinho, colorida, mágica. Curiosamente, as minhas primeiras
histórias não eram, digamos, femininas... Festa no
Céu, O príncipe Sapo, o Flautista de Hamelin... música para meus ouvidos
infantis...
Foi
quando elas chegaram prá me fazer companhia... passei a ouvir, ao invés de ler,
Cinderela, a Bela e a Fera, Branca de
Neve, minha querida Bela Adormecida...
virtudes, pecados, ensinamentos, vilania, heroísmo, genialidade, esperteza...
magia! alter egos que me falavam de fadas madrinhas, beleza além dos olhos,
confiança, sonhos, e que vieram prá ficar...
Então
veio a coleção “Sítio do Pica pau Amarelo”,
que li aos nove anos... e reli, e reli e reli três vezes até meu próximo
aniversário... não sem antes mergulhar na mitologia grega, com seus heróis e
deuses olimpianos... Percy Jackson pode ser interessante, mas ele que me
desculpe: beber direto da fonte é incomparável...
Quando
ganhei “Peter Pan”, numa edição
luxuosa, capa dura, ilustrações aquareladas e traduzida do original de James
Matthew Barrie... achei cansativo, para uma leitora iniciante, mas detectei que
havia algo mais naquela história cheia de conflitos adolescentes implícitos na
decisão de não crescer...
E
descobri Andersen. As aventuras da Polegarzinha,
a legitimidade da Princesa e a Ervilha, até
chegar à ternura da Pequena Vendedora de
Fósforos. E chorei com a história de uma sereia sem final feliz. E li outra
vez, e reli, e reli, na esperança de que as palavras fossem outras dessa
próxima vez. Mas não eram. Nem sempre as coisas são como gostaríamos que
fossem. Nem sempre o bem vence no fim. Nem sempre as princesas vivem felizes
prá sempre. Nem sempre.
Abandonei,
por hora, as narrativas fantásticas e abracei outras histórias, menos lúdicas,
mas não menos encantadoras. Só voltaria aos contos de fadas com a maternidade. Durante a gravidez, ficava
pinçando histórias que contaria para ele, ou para ela, e descobri que elas, as
histórias, estavam ali dentro, guardadas a sete chaves, preservadas em seus
encantos, e agora, revestidas de outros significados...
E
elas estarão aqui, em versões originais, traduzidas, roteirizadas, infantis,
adultas. E a cada reconto, uma magnífica oportunidade de parar um pouco nessa
vida louca vida para de novo entrar no mundo do Era uma vez...
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